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Diana de Versalhes no Louvre: a deusa da caça entre a Antiguidade e os reis da França

Diana de Versalhes no Louvre: a deusa da caça entre a Antiguidade e os reis da França

14 de out.
3 min de leitura

UMA OBRA POR DIA · O LOUVRE NOSSO DE

CADA DIA


Uma deusa em movimento, um cervo ao seu lado e uma história que atravessa palácios. Diana de Versalhes convida a olhar além da beleza do mármore: sua aparência também guarda as marcas de restaurações e de mudanças de lugar.


No Louvre, a figura parece interromper a caminhada por um instante. O braço erguido, a cabeça voltada para o lado e a túnica curta conduzem o olhar em direções diferentes. Antes de ler sua história, vale observar essa impressão de movimento.


Diana de Versalhes. Cópia romana em mármore, provavelmente de 125–150 d.C. Museu do Louvre, Ma 589. Fotografia fornecida para este artigo. [1]
Diana de Versalhes. Cópia romana em mármore, provavelmente de 125–150 d.C. Museu do Louvre, Ma 589. Fotografia fornecida para este artigo. [1]

Diana ou Ártemis: reconhecer a caçadora

Diana é a deusa romana da caça e da lua, protetora dos animais selvagens e da natureza. É também irmã gêmea de Apolo. Panorama de l’art apresenta esses atributos em sua análise de Diane sortant du bain, de François Boucher, e inclui Diana de Versalhes como imagem de comparação. Trata-se de um contexto mitológico, não de uma análise dedicada à estátua.

A figura do Louvre representa Ártemis, sua correspondente grega. A mão direita busca uma flecha na aljava. A túnica, chamada quíton, e o manto enrolado na cintura acompanham o gesto; ombros e quadris se orientam em sentidos opostos, formando uma composição em “X”.


Uma cópia romana, um modelo grego incerto

O Louvre situa a execução provavelmente entre 125 e 150 d.C., na época de Adriano. A obra retoma um modelo grego associado, com ressalvas, a Leócares. A Wikipédia explica que essa atribuição foi construída por comparação com o Apolo do Belvedere, mas permanece discutida. O nome do escultor não deve ser apresentado como uma certeza.


Da Itália aos palácios franceses

Segundo a Wikipédia, a descoberta pode ter ocorrido na região de Nemi, na Itália. Em 1556, o papa Paulo IV ofereceu a estátua a Henrique II. Instalada em Fontainebleau, ela passou depois ao Louvre, sob Henrique IV, e a Versalhes, sob Luís XIV. Sua passagem pela Galeria dos Espelhos explica o nome pelo qual ficou conhecida. O Louvre registra sua chegada ao museu em 1798.


O cervo e as marcas das restaurações

A imagem atual não corresponde apenas ao que sobreviveu da Antiguidade. A Wikipédia relaciona a intervenção de Barthélemy Prieur, em 1602, à adição de um pequeno cervo. A ficha do Louvre documenta partes refeitas, incluindo os braços, quase toda a aljava e partes do animal. Registra restaurações por Prieur em 1602 e por Lange em 1808; adotamos aqui essa cronologia oficial, pois a Wikipédia menciona 1802 para Lange.


O cervo, a mão esquerda e as pregas do tecido: detalhes para observar junto à história das restaurações.
O cervo, a mão esquerda e as pregas do tecido: detalhes para observar junto à história das restaurações.

Diante da obra, no Museu do Louvre

A localização indicada pelo museu é an ala Sully, nível 0, sala 348. Comece pela silhueta inteira. Depois, acompanhe o braço erguido até a cabeça e desça pelas pregas da roupa. Observe como a figura humana e o animal ocupam o espaço juntos. Esse percurso do olhar é uma sugestão de visita, não uma interpretação atribuída às fontes.


Conclusão: uma deusa que atravessa os séculos

Diana de Versalhes pode ser contemplada como imagem da caça e como objeto com uma longa trajetória. Olhar com atenção significa perceber tanto o movimento da figura quanto as perguntas que sua história deixa abertas.




Referências e documentação



Fontes consultadas em 14 de outubro de 2026. Dados técnicos e localização: ficha oficial do Louvre. As três ilustrações usam a fotografia fornecida, inteira e em dois recortes de apresentação; nenhuma imagem de reconstrução foi utilizada.


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