Do Louvre à COP-30: quando a arte interroga o nosso futuro climático
- Caese Brasil

- 17 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
No âmbito do projeto Louvre 2030, o Centre d’Études Avancées en Éducation et Développement Durable (CEAEDD) organizou, no dia 29 de novembro, uma visita temática excepcional ao Museu do Louvre, conduzida pela guia-conferencista Dra. Mara Rute Hercelin, coordenadora do projeto “O Louvre Nosso de Cada Dia”.
A atividade foi destinada a pesquisadores do cluster Paris-Saclay e de outras universidades de Paris, criando um espaço privilegiado de diálogo interdisciplinar entre arte, ciência, educação e desenvolvimento sustentável.
A visita temática, intitulada “Do Acordo de Paris à COP-30 de Belém: a Arte se engaja pela Natureza”, integrou as ações oficiais do CEAEDD em preparação para a COP-30, constituindo também uma oportunidade estratégica de reflexão sobre o legado dos 10 anos do Acordo de Paris e os desafios contemporâneos da agenda climática global.
Por que um encontro no Louvre?
O Louvre foi escolhido não apenas como um museu, mas como um lugar de memória, consciência e projeção de futuros. Enquanto maior museu do mundo, ele preserva narrativas artísticas que atravessam séculos e civilizações, revelando como a humanidade sempre representou, interpretou e questionou sua relação com a natureza.
Ao posicionar o Louvre como um museu do futuro, o projeto propõe um deslocamento do olhar: a arte deixa de ser apenas objeto de contemplação estética e passa a ser compreendida como uma ferramenta de leitura crítica do mundo, de sensibilização e de engajamento diante das crises climáticas, ambientais e civilizatórias.
Objetivos da visita
A visita teve como objetivo revelar, por meio das obras de arte, a relação profunda entre a humanidade e a natureza, explorando como, ao longo do tempo, a arte reflete a visão do ser humano sobre o mundo natural — ora em harmonia, ora em tensão — e como, em determinados momentos históricos, ela se torna um espaço de denúncia, questionamento e tomada de consciência.
Ao longo do percurso, os participantes foram convidados a:
observar como a natureza inspirou artistas ao longo dos séculos;
refletir sobre o lugar do ser humano em seu ambiente;
dialogar sobre a responsabilidade coletiva frente aos desafios climáticos atuais.
A proposta buscou criar um espaço de contemplação, escuta e conexão entre cultura, ciência e os compromissos globais voltados à preservação da natureza.
Vozes e testemunhos
Para a Prof.ª Claudia Baudry, uma das convidadas especiais,
“Sem a interdisciplinaridade, não seremos capazes de responder aos desafios do nosso tempo. A arte, a ciência e a educação precisam dialogar para construir soluções duráveis.”
A arquiteta Giovana Burda Bueno, estudante da Sorbonne, destacou o valor pedagógico da iniciativa, ressaltando que esse tipo de visita oferece aos estudantes a oportunidade de conhecer pesquisadores de diferentes áreas, ampliar repertórios e construir redes de diálogo para além dos limites disciplinares tradicionais.
Alguns participantes também relataram que, apesar de viverem há anos na França como estudantes internacionais, nunca haviam visitado o Museu do Louvre, o que reforça o compromisso do CEAEDD com o acesso à cultura, a mediação educativa e a democratização dos grandes espaços patrimoniais como parte essencial da formação acadêmica e cidadã.











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